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Os meus amores!




Lembram-se do mini-jardim que fiz há cerca de um mês atrás naquela churrasqueira improvisada que tinha por cá? Podem vê-lo aqui.  

Venho mostrar-lhes como os meus amores perfeitos cresceram cheios de saúde e beleza :)

Visto que tem chovido bastante, assim como tem estado ventoso, com a ajuda do J., decidi improvisar uma estufa para protegê-los. 


Assim, ficaram mais quentinhos e abrigadinhos e já vieram agradecer mostrando as suas pétalas enormes e vivas de cor.

Aproveitei e fiz a experiência de verificar se valia mesmo a pena este novo habitat, colocando alguns pés na estufa e outros em vasos expostos ao tempo. 

Nota-se bem a diferença! As flores que ficaram ao relento são mais pequenas e hora estão mais vigorosas, ora mais caídas, conforme o tempo as trata.

Ora confirmem lá! ;)



A gatinha que por cá anda já as conhece bem e gosta de as cumprimentar :)




Alporquia!




Alporquia. A palavra não soa muito bem, mas descobrir o nome técnico para o que eu pretendia fazer ajudou, e muito, na minha pesquisa pela internet.

Tenho aqui em casa umas árvores de fruto, nomedamente um diospireiro, uma laranjeira, uma tangerineira e também uma camélia.

 O objectivo era, a partir destas fazer outras árvores, ou seja o que eu queria mesmo era fazer a tal alporquia ou alporque, que é nada mais nada menos que um método de reprodução assexuada de plantas, uma espécie de clonagem de plantas, que provoca a formação de raízes num ramo de uma planta já enraizada.  Estas novas árvores poderão depois ser usadas para aumentar ao pomar ou até mesmo para oferecer a alguém.

Devido ao fato de não ser tão agressivo como a estaquia, a alporquia é um método indicado para plantas que têm dificuldade de se enraizarem por estacas.  

O método consiste basicamente em interromper o fluxo de seiva em um determinado ponto da planta, imediatamente abaixo do ponto de onde queremos fazer a divisão, desta forma estaremos forçando o aparecimento de novas raízes. 

O período ideal para a prática da alporquia é o início da primavera ou no final do verão.

Antes de me perguntar como se desenvolveria este processo de produção de novas árvores, andei a ver preços no mercado municipal e verifiquei que os preços rondam os 15€/20€ por árvore, isto quando são pequenas; se forem maiores os preços sobem.

Estando nós nesta maravilhosa estação da Primavera, que tanto gosto, e não querendo eu gastar dinheiro nas ditas àrvores, decidi procurar informação de como fazer árvores a partir de outras. 

Além do desafio, será um grande orgulho se eu, sem conhecimentos praticamente nenhuns de jardinagem, conseguir atingir este meu objectivo. Seria uma grande vitória para mim! :)

Como tal, e para quem se decidir a aventurar na mesma predisposição que eu, descreverei por passos como desenvolvi o tal processo: 

1. A escolha do ramo da árvore para fazer o alporque. Deve-se escolher um ramo sadio e que não faça falta à planta, de preferência antes de uma ramificação em forma de V. O corte que vêm na imagem é o corte feito na camélia. 
  

2. Com uma faca, fiz dois cortes logo abaixo da última folha do tronco do ramo escolhido. Retirei a casca a toda a volta entre os cortes, mas com cuidado para não danificar a parte interna do caule. O tamanho do corte deverá ser entre duas a três vezes a grossura do ramo propriamente dito.  O corte que vêm na imagem é o corte feito na camélia. 
 
3. Envolvi a região em torno do corte com musgo humedecido. Não se deverá usar demasiado musgo. Caso contrário, ele poderá arrefecer a árvore excessivamente e apodrecê-la. As próximas imagens são do diospireiro.



4. Envolvi o musgo em plástico, de preferência transparente e perfurado para que se possa ver o desenvolvimento das raízes, e prendi com fita adesiva impermeável as extremidades, pressionando bem para que adira bem e não se solte.
5. Passados alguns dias começará a deitar raízes. Depois de ter as raízes desenvolvidas, o que levará algumas semanas, corta-se o ramo abaixo do local de alporque com uma tesoura de poda num corte horizontal. Ao longo de todo o processo, deverá regar-se o musgo de modo que se mantenha húmido. 


6. Quando as raízes estiverem bem desenvolvidas, deverá retirar-se o plástico com cuidado e manter-se o musgo junto às raízes para que as mesmas não se danifiquem. Posteriomente, deverá ser colocada num vaso grande em terra bem estrumada e com fertilizante.

Para já, a minha experiência vai no quarto passo.  

Todos estes passos foram testemunhados sob o olhar atento da gatinha que por aqui anda e que me acompanha para onde quer que vá. Aqui fica uma foto dela com o seu ar preguiçoso. :)


Os próximos passos virão, ou não! Espero ser bem sucedida e em breve ter novidades! :)


Da Primavera e vontade de jardinar!



Desde que estes raiozinhos de sol começaram a fazer rebentar as folhas das árvores e a florir todos os caminhos por onde passo, que a vontade de jardinar me chama baixinho.

Agora que tenho a minha casinha e algum espaço circundante para jardim, chegou a hora de mexer na terra e criar os meus recantos, para que os possa ver crescer com admiração e orgulho. Não é maravilhoso?

Hoje no mercado municipal comprei uns pezinhos de amores perfeitos e de margaridas.

Como dizia, comprei três pezinhos de cada uma destas flores, cada trio por apenas 1€, ou seja, e fazendo as contas, saíu a menos de 35 cêntimos cada um ! Se assim for barato tornar um jardim florido, sem dúvida que vou ter o meu aos pouquinhos.

Dois deles coloquei em vasos: um de amores perfeitos e o outro com o outro tipo de flor.


Os outros quatro ia plantar mesmo no chão, mas lembrei-me de uma churrasqueira improvisada que anda por cá e que serviu perfeitamente de floreira!





 Enchi de terra, que aqui não me falta, fiz as covinhas e enterrei os pés de flores, pressionando a terra com as mãos para que adira bem às raízes. Depois foi só regar com muito cuidadinho para que as plantas não perdessem terra em seu redor.


Por fim, para dar um ar decorativo, coloquei algumas pedrinhas e conchas do mar aqui e acolá.




Também comprei um morangueiro, que coloquei num cantinho desta mesma churrasqueira, que para já ainda está no vasinho. Já tem vários moranguinhos a crescer! Fico fascinada com a generosidade da natureza. :)

 
E assim se passou este meu Domingo. 

Aos pouquinhos, espero conseguir tornar o espaço que me rodeia mais colorido e feliz :)