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De malas e bagagens!


Mudar de casa  é sempre complicado. E é complicado por várias razões. Primeiro, porque implica uma readaptação; segundo, porque implica muito trabalho; em terceiro lugar, torna-se ainda pior quando essa mudança implica uma distância espacial grande que, por sua vez, dificulta a logística do transporte de todas as coisas que acumulamos cá em casa e, por último, custa ainda mais quando existe uma identificação muito grande com o que espaço em que vivíamos, como era o caso. Lamúrias à parte, assim teve que ser, e assim sendo, mãos à obra foi a palavra de ordem! 

Aos poucos e com muita paciência a empacotar tudo, lá conseguimos desmontar uma casa e montar outra, esta jornada não parecia ter fim à vista. Quando achava que já estava quase tudo, lá abria mais uns armários e percebia que não estava assim tão perto do fim. Já me diziam vozes mais sábias: "quando se começam a tirar as coisas dos armários é que nos apercebemos da quantidade de coisas que temos" e que grande verdade esta! Comprovei-a ao longo de muitos, muitos dias! 

Mas lá se conseguiu! Entre muitas caixas e jornal, limpezas, etc e tal, lá chegou o momento de sentar outra vez no sofá de papo pró ar, como tão bem sabe, principalmente depois de uma aventura como esta.

Hoje vim cá para partilhar convosco algumas imagens do cantinho que deixei e que lhes pode servir de inspiração. O resto das imagens guardo na memória, pertinho do coração. Ninguém esquece o seu primeiro cantinho! :)









De volta! :)


Estou de volta!

Mudanças na vida profissional e pessoal afastaram-me por bastante tempo do blogue. Embora com a criação da página AmArte no facebook me tenha mantido em contacto com o que de tão inspirador se faz e se mostra pela blogosfera, com a mudança de casa, houve muito trabalho a fazer e pouco tempo para o mostrar.

Ao longo de todo este tempo, foram muitas as adaptações de decoração a fazer o que muito obrigou a criatividade a trabalhar. São essas que em breve lhes trarei para partilhar.

Sendo assim, cá estou de volta com muitas ideias para mostrar e que as inspirem a ter um cantinho cada vez mais personalizado, único e original, o vosso. Fiquem atentas!





Dia das Mentiras!


Acabaram de ser apanhadas, não é verdade? :)

Eu juro, a ideia não foi minha, mas até que teve a sua graça! O responsável é o J., que me prega destas partidas e vocês apanharam por tabela!

Sempre com boa disposição, acima de tudo riam muito hoje, quer apanhando os mais desprevenidos, quer sendo vocês as apanhadas!

Feliz Dia das Mentiras! ;)

Mistério resolvido!


 
Há uns dias, os meus sacos do lixo apareciam remexidos, rasgados e fora do lugar. Hmmm, aqui há gato! 

E há mesmo! Uma linda gatinha (já averiguei) é a responsável por remexer no meu lixo, concerteza à procura de comida. 

Hoje avistei-a a rondar a casa, chamei-a, e lá veio ela ter comigo. É muito meiguinha e carente, não parou de se roçar nas minhas pernas. 

Tinha ali uma asa de frango de churrasco, que ninguém ia comer, que lhe dei. Num ápice a asa desapareceu, estava esfomeada!

Agora há pouco fui ali à porta e lá estava ela, muito senhora do meu tapete, a lamber os beiços. Será que já a adoptei e nem dei por nada? :)





De regresso da Gripelândia!

 
Ainda a percorrer o caminho de regresso da Gripelândia... essa terra desafortunada onde um simples raio de sol nos deixa com uma dor de cabeça terrível, onde a lei da gravidade parece estar ainda mais contra nós do que no planeta Terra, tal é o peso na nossa cabeça e a dificuldade com que nos arrastamos de um lado para o outro, onde todas as coisas apetitosas e cheia de sabor o perdem na nossa boca, onde nos sentimos incrivelmente quentes, de narizes desfeitos em pingos e tão vermelhos que mais parece que temos um tomate no seu lugar, pelado diga-se de passagem, e em que se fala a língua da tosse acompanhada de rouquidão. É nesta espécie de ET que nos transformamos quando visitamos o planeta da Gripelândia. 

Não tenho intenção de lá voltar tão cedo! Desta vez, fui mesmo apanhada pela virose e nem os sumos naturais de que falei neste tópico, puderam evitar  esta minha viagem de malas aviadas que dura há uma semana! Agora que estou quase de regresso ao meu planeta, pretendo por cá passar umas boas férias, de preferência daquelas intermináveis! 

Foi uma semana dura esta: o J. doente e eu com gripe também, o caos cá em casa, os dois de quarentena, isolados do mundo, por assim dizer, enquanto a Primavera lá fora não pára de florir e de nos convidar a usufruir do que ela tem para nos oferecer.

Agora que estamos quase quase bons, não vemos a hora de sair por aí e aproveitar estas nossas férias prolongadas no planeta Terra. Às vezes é preciso ficarmos privados das coisas mais simples, como um passeio no parque ao lado de casa, para vermos o quanto isso nos faz bem!

Vale a pena refletir! - O aborto




Esta minha reflexão vem a propósito de um artigo que saíu na última edição do Journal of Medical Ethics sobre a questão do aborto que li, depois de partilhado no facebook pela Revista Visão, como podem ver aqui.

A meu ver, a questão moral levantada por este artigo é a de que quando se aborta, ou seja, quando se mata um ser (seja na fase embrionária, seja depois) não deixa de se estar a matar. Logo, sobre esta perspectiva, abortar e matar o bebé à nascença, em termos morais será a mesma coisa, só por dizer que visualmente repugna mais.

Este artigo vem levantar a questão da legalização do aborto!

Quem é a favor do aborto é que tem de explicar à sua própria consciência por que acha moralmente aceitável um aborto e porque não o acha quando bebé já é nascido.

Por se ter aceitado o aborto como moral, é que a questão de morte de um bebé recém-nascido se terá levantado. De outra forma, nunca ninguém se teria lembrado de levantar tal hediondez!

 Não existem expectativas de felicidade à nascença que não possam mudar ao longo da vida! Quem somos nós para decidirmos quem tem direito à vida e quem não tem? Seja o bebé filho de pobres, seja ele doente, seja ele deficiente, quem somos nós para dizermos que eles não quereriam viver mesmo sendo assim? E quem nos garante que muitos dos abortos cometidos não seriam hoje crianças, homens e mulheres mais felizes que nós próprios, que nascemos com tão superior expectativa de felicidade?

Fica esta minha reflexão. E vocês que pensam deste assunto?